perdidas na selva!... Santiago é uma capital... com palácio do governo, sedes administrativas, centros financeiros, trânsito caótico, gentes indo e vindo... e, muitos prédios em reforma, afinal há os terremotos e o patrimônio histórico sofre seus reveses... o clima é mais seco do que estamos acostumados (recomendo ter na bolsa um protetor labial e um colírio lubrificante - se como eu, for suscetível a irritação ocular), vento... poluição... mas, para quem anda por São Paulo, Santiago é uma irmã organizada! sim, foi essa a primeira impressão da cidade: Pauliceia organizada, receptiva e pronta para o turismo.
no hostel, vários folhetos de agências e guias, indicando passeios (em carro para poucas pessoas, em van para grupos) e lugares a visitar, mapas da cidade, city tour em vários idiomas... uau! olha aí Santiago nos surpreendendo! tudo parecia muito fácil... e o idioma que nos trazia alguma reserva, já não assustava mais porque as pessoas se esforçavam em falar português e aproveitavam cada oportunidade para melhorar no idioma, assim, era bem comum nos perguntarem significados de palavras como "engarrafamento"... de onde vem engarrafamento?! para eles também parecia ser "estar dentro de uma garrafa" e isso não faz o menor sentido usada para trânsito, rs... assuntos assim, foram comuns em toda a viagem! os chilenos com quem tivemos contato no setor turístico foram muito comunicativos e solícitos!... assim, foi a recepcionista do hostel que nos indicou um guia para nos levar, no dia seguinte a nossa chegada, a casa do Neruda em Isla Negra (escolhemos essa primeiro por parecer a mais linda! às margens do oceano Pacífico)... ela também ligou para a agência que conhecia e negociou o passeio!... finalizado a negociação, iríamos de carro com mais um casal de brasileiros por R$ 125,00 cada! sim, sabíamos que estávamos pagando valor de turista mas nos demos esse luxo (a gente economiza de um lado e prima por conforto de outro)... e ah! depois descobrimos ser esse o preço também de van... tipo um preço tabelado! as vantagens dessa visita assim: o motorista nos pegou na porta do hostel (onde também nos deixou), foi nos contando várias histórias e nos dando muitas informações, era um conhecedor de vinhos, nos falou sobre as vinícolas, indicou as melhores a serem visitadas, as mais atrativas, as mais baratas e... a resistência dos chilenos sobre Casilleiro del Diablo, dizendo que, apesar do vinho ser muito conhecido no Brasil, a vinícola trata a visita como "muito espetacular", com encenação e tudo o mais, muito para turista mesmo... indicou vinícolas mais "interessantes" no ponto de vista da informação como a vinícola Santa Rita, muito ligada a história do Chile: http://www.santarita.com (se quiser avaliar e considerar conhecer a adega do "Diablo" veja informações em: http://www.winer.com.br/vinho-casillero-del-diablo/)
a casa era o refúgio criativo de Pablo Neruda que amava o mar (porém morria de medo de navegar, então, há um barco no jardim, onde Neruda se sentava para criar ouvindo o barulho das ondas). vários objetos relacionados ao mar e que o poeta colecionou ao longo da vida estão em exposição, deixando essa a casa com mais cara de museu do que as outras duas (cada uma tem uma característica e em conjunto dá uma aula sobre o homem Neruda e sua relação com o Chile, a política, os amigos, a vida amorosa e criativa).
para mim, Neruda se revelou um gênio do designer.
a entrada custa em torno de 25 reais e você recebe um aparelho com audiodescrição em português (também pode ser em inglês, alemão, francês) e um mapa com a sinalização dos áudios! a visita dura em torno de 40 minutos, mas a permanência não é limitada a esse tempo, você pode ficar a vontade. também dá para descer à praia, mas a água ali é imprópria para banho, ok?!
a entrada custa em torno de 25 reais e você recebe um aparelho com audiodescrição em português (também pode ser em inglês, alemão, francês) e um mapa com a sinalização dos áudios! a visita dura em torno de 40 minutos, mas a permanência não é limitada a esse tempo, você pode ficar a vontade. também dá para descer à praia, mas a água ali é imprópria para banho, ok?!
em Isla Negra também fica o túmulo do Neruda, que permanece como sempre gostou de estar: olhando o mar (é possível visitar o túmulo e os jardins da casa sem pagar ingresso!). como a paixão por esse lugar não tem fim... guardei um pouco do som que inspirava o poeta!
na volta de El Quisco, passamos por Pomaire, uma pequena vila de artesãos, famosa pelas peças em argila negra (sabe aqueles utensílios de barro escuro da casa da avó?!) - indicação do nosso guia! os restaurantes ali servem pratos típicos chilenos, como as empanadas! almoçamos no restaurante Los Naranjos (bem tradicional e vale a pena pela decoração!) e experimentamos o Pastel de Choclo: numa tigela tradicional (de argila negra), uma coxa de frango em meio a outras carnes em milho! o estranho é que eles gratinam o prato com açúcar, estranho para o nosso paladar!.. o preço do restaurante é bom, anota na agenda... e dá pra conhecer a vila de ônibus (ela fica a 50 km de Santiago). vale a pena pelo artesanato (embora o industrializado já tenha tomado conta para atender a demanda de turistas), dá para encontrar artesãos trabalhando! comprei uma carteira linda, fiquei encantada com uma mulher que transformava talheres em jóias e para fechar o passeio, comprei uma pulseira em prata por um preço incrível!!