há tempos quero escrever e organizar minha experiência em Santiago e, enfim, uma amiga precisou das informações, então... sem mais adiar, relato meus dias nessa cidade linda e em seus arredores...
antes, uma dica já de saída e começo de conversa: quase todos os sites e publicações com dicas para o Chile sugerem você dividir a viagem em três roteiros, muito diferentes entre si, então se você não tiver um mês inteiro para ficar por lá, escolha entre:
1. capital Santiago e arredores;
2. deserto de Atacama (ao norte do país);
3. Patagônia chilena (região sul do país).
sim, no Chile você vai do deserto a neve em alguns quilômetros... e claro, a gente pensa em ver tudo de uma vez, mas... vai por mim, só a capital já é incrível...
Santiago, Chile - parte 1 - organizando a viagem
quando eu e Rê (minha amiga e companheira de aventura) discutimos o roteiro, partimos da ideia de aproveitar bem o tempo, uma vez que seriam poucos dias e um deles já estava programado o festival Lollapalooza (após nossa experiência complicada com o festival no Brasil em 2014, decidimos conhecer a organização em outro país, viajamos em março de 2015 período bem agradável para visitar a capital do Chile, dias não tão quentes, noites muito agradáveis com um leve frio - aquele bom pra dormir!)
outra coisa importante quando se viaja com alguém é discutir um roteiro comum: queríamos ver as casas do Pablo Neruda (como pessoas das letras que somos, rs... não tinha como ser diferente) e então, começamos a pesquisá-las e, teria que ser uma por dia, dada a localização geográfica e para não ser tudo muito corrido! assim... 4 dias dos nossos 7 de viagem já estavam comprometidos!.. no mais, era deixar a cidade nos surpreender.
poucos dias e pouco dinheiro! a regra da viagem era a objetividade!
então a escolha do local de hospedagem deveria ser estratégica: barato, boa localização (lugar tranquilo com acesso a transporte público) e seguro... ah! um detalhe bem importante, nenhuma das duas dominava o espanhol, logo... o local deveria nos responder em inglês ou português e isso também pesou na escolha... verificado os requisitos, ficamos com um hostel muito charmoso, rápido e descomplicado nas respostas e que oferecia quarto individual com banheiro!! isso foi a melhor opção da vida! conforto, preço, privacidade, bom atendimento (e em português) e boa localização; além disso, conseguimos negociar a reserva com um depósito de 10% do valor total da despesa, pagando o restante no check-in (a maioria exige pagamento antecipado de pelo menos a primeira diária no cartão de crédito e, como tínhamos pouco limite e com as taxas internacionais de cartão altas, isso já representou uma economia), e pagamos com depósito bancário (é importante verificar qual taxa está menor no momento da sua viagem, porque você pode levar um susto com o que vem a mais no seu cartão!) - detalhe, no nosso caso a reserva era necessária porque viajamos no festival, ok? fora do período de temporada ou eventos, dá pra se hospedar sem reservas e assim, sem pagar as taxas de câmbio no cartão (pague o hostel em dinheiro e economize pelo menos 7%)
o escolhido e recomendado:
Cienfuegos 151, Santiago de Chile, Santiago, 8340492, Chile
e, falando em dinheiro: onde trocar, quando trocar, quanto levar?!?! essa foi a segunda fase da peleja... e voltando aos blogs de dicas para pesquisar e se entender com o câmbio! primeiro, pesquise sites e aplicativos de conversão de moeda para saber os valores, ok?! e a grande dica: viaje levando real, troque no aeroporto o suficiente para suas primeiras despesas (transporte até o hostel) e... divirta-se nas casas de câmbio chilenas... além disso, vários lugares aceitam pagamento em reais... e o que você ganha com isso?! trocando diretamente nas casas de câmbio você evita pagamento de taxas e impostos!! ao chegarmos no aeroporto em Santiago (não troque no Brasil, ok?!), trocamos só o dinheiro do transporte até o hostel, ao chegarmos lá, negociamos deixar nossas bagagens e fomos até o centro (que fica a uns 5 quarteirões) trocar nossos reais e foi tudo muito tranquilo mesmo... a recepcionista do hostel nos indicou o caminho e tudo muito certo... recomendo super essa estratégia!!
me orientei por esse blog: https://likechile.com/blog/santiago/trocando-dinheiro-em-santiago/
e no mais, foi aprendendo lá mesmo! a dica mais preciosa é: nunca entre em nenhum estabelecimento em galerias ou aos fundos! são muitas as casas de câmbio que dão para a rua e são seguras, ok?! jamais entre em lugares fechados, onde você se veja sozinha negociando dinheiro! NUNCA!
sobre transporte: pelo centro dá pra fazer tudo a pé... porém o aeroporto fica longe! as opções são: taxi, van de lotação ou transporte público. embora estivéssemos com as orientações para usar o ônibus, o país diferente nos assustou um pouco e optamos pela lotação que, por um preço razoável, nos deixou na porta do hostel! valeu a pena!
| Santiago e a Cordilheira dos Andes foto tirada do alto do Cerro Santa Lucia |
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